O Geoprocessamento(GEO) é uma técnica valiosa para a gestão no agronegócio e em empresas florestais. Deste modo, seu uso se dá por meio da manipulação, armazenamento e análise de dados espacialmente referenciados para a geração mapas temáticos.  Nesse sentido, um mapeamento preciso permite que a empresa realize com eficiência suas operações, além disso, dimensionar recursos adequadamente e ainda proporcionar mapas precisos para as equipes de campo.

Além dos benefícios já apresentados, análises de GEO podem evitar grandes prejuízos, por exemplo, a compra de fertilizantes com base na área incorreta, ou a contratação de ser serviços, sem que seja descontado às áreas de estradas e outros usos da propriedade. Em outras palavras, o desafio é garantir o mapeamento utilizando técnicas de GEO rápidas, precisas e econômicas, mas como alcançar tal objetivo?

Uma boa análise de Geoprocessamento pode ser realizada por meio do uso de imagens de satélite. A seguir destacamos algumas etapas para que a sua empresa contar com um bom mapeamento gratuitamente, seja em áreas de agricultura ou florestas, cabe ressaltar que para o efetivo uso dessas técnicas se faz necessário um software de Geoprocessamento e uma equipe qualificada. Exemplificando,  no caso do software uma boa opção, e gratuita, é o QGis (https://qgis.org/pt_BR/site/), para a operação existem cursos e tutoriais que podem iniciar o mais desconhecido em sistemas de sensoriamento remoto.

Etapa 1 – Uma boa Imagem

Primeiramente, é necessário garantir que a informação de base seja a melhor disponível, pois a partir dela que obtemos todas as informações para as análises e conclusão do estudo. Para isso, uma boa fonte de dados são imagens de satélites gratuitas, que apresentam boa precisão. Por esse motivo, uma sugestão é utilização das imagens dos satélites da missão Sentinel-2. Com 10 metros de resolução espacial nas bandas do visível (RGB) e infravermelho-próximo (NIR) e resolução temporal de 5 dias. Os satélites Sentinel-2 proporcionam um acervo rico em qualidade e quantidade, diminuindo o risco de ausência de informação causadas pela presença de nuvens nas imagens e com isso impeça a visualização da agricultura e das florestas.

Etapa 2 – Tratamento de Imagens

Antes de poder realizar as análises das imagens é necessário que as elas sejam devidamente tratadas, obedecendo a todas as etapas de pré-processamento, entre elas: Calibração radiométrica da imagem; Correção de distorções geométricas; Remoção de ruído e Realce da Imagem. Siga passo a passo o link.

Etapa 3 – Análises e NDVI

A primeira análise é feita sobre uma amostragem da área plantada, verificando principalmente a delimitação dos talhões. Entre outros, o objetivo é identificar áreas mapeadas incorretamente, falhas de plantio e até mesmo áreas não mapeadas. Além das análises de espaciais, podemos avaliar os plantios de maneira qualitativa, uma boa maneira são as técnicas de análise do índice de vegetação mais difundido atualmente, o índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI). O NDVI é um produto gerado por meio de um cálculo entre as bandas da imagem resultando em um índice que representa condição vegetativa por pixel.

Geoprocessamento

A análise dos valores médios de NDVI por área deve respeitar as devida características do plantio, como procedência da sementes na agricultura, ou gênero e idade de talhões florestais, e auxilia na identificação de áreas que mais destoam do comportamento padrão observado.

Esta análise também viabiliza a observação dos plantios de baixo desenvolvimento, que podem ser resultados de uma alta taxa de mortalidade ou falhas de plantio mais extensas. Concomitantemente, plantios de maior desenvolvimento se destacam com valores de NDVI elevados, em relação a outros de mesmas características.

Geoprocessamento e sua aplicação

As aplicações mais frequentes do mapeamento e das análises de NDVI na agricultura e em florestas são:

  • Monitoramento de plantios
  • Detecção de Mortalidade
  • Identificação de Falhas de Plantio
  • Mapeamento
  • Identificação de Erros Cadastrais
  • Identificação de Zonas de Desmatamento

Dessa maneira, o geoprocessamento pode contribuir para a gestão das áreas de agricultura e florestas, proporcionando ganhos e segurança a empresa. Em outras palavras, estes processos fornecem resultados robustos, confiáveis e com alto valor agregado. A Smart3 conta com equipe especializada em GEO, consultoria para o agronegócio e empresas do setor florestal. Em caso de dúvidas, entre em contato.

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Referências
Bolfe, Édson Luis, Pereira, Rudiney Soares, & Madruga, Pedro Roberto de Azambuja. (2004). Geoprocessamento e sensoriamento remoto aplicados à análise de recursos florestais. Ciência Rural34(1), 105-111. https://doi.org/10.1590/S0103-84782004000100016

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